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O que é o Cirrus HYBRID: Detector de Incêndio e Fumaça por Aspiração

Em ambientes onde o incêndio precisa ser identificado antes de existir fumaça visível, detector de teto não resolve. O Cirrus HYBRID é um detector por aspiração que coleta continuamente amostras do ar do ambiente e as analisa por duas tecnologias independentes na mesma unidade — câmara de nuvem e câmara de espalhamento. Essa combinação amplia a faixa de detecção e reduz de forma significativa o falso alarme, que é o principal motivo pelo qual sistemas de alta sensibilidade acabam sendo desativados na prática. 

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O Cirrus HYBRID é fabricado pela Protec, uma empresa Bosch. A Sistêmica Tecnologia é distribuidora oficial no Brasil e responde pelo projeto, fornecimento, comissionamento e suporte técnico do equipamento.

Como funciona a detecção híbrida

A maioria dos detectores por aspiração do mercado usa uma única tecnologia óptica: um laser mede o quanto a fumaça obstrui a passagem de luz. Funciona, mas só enxerga partículas grandes o suficiente para interferir na luz — e é sensível a poeira e vapor, o que gera alarme indevido.

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O Cirrus HYBRID trabalha com dois princípios ao mesmo tempo:

Câmara de nuvem — detecção incipiente

Detecta partículas de 0,002 a 1,0 micrômetro, em concentrações de 10 mil a 10 milhões de partículas por centímetro cúbico. São partículas opticamente invisíveis, liberadas no aquecimento de materiais muito antes da combustão gerar fumaça. É a fase em que ainda existe tempo para intervenção sem dano.

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Câmara de obscurecimento — detecção óptica

Opera na faixa de 0,01% a 20% de obscurecimento por metro, cobrindo a fumaça visível pelo princípio óptico convencional.

Como os dois princípios respondem a fenômenos físicos diferentes, o sistema distingue melhor um princípio de incêndio real de uma interferência ambiental. É por isso que a faixa de sensibilidade é mais ampla que a de detectores de tecnologia única.

Scanner ou não-scanner: qual especificar

O Cirrus HYBRID atende até quatro tubos de amostragem em uma única unidade, em duas configurações.

 

Não-scanner: os quatro tubos compartilham uma câmara de nuvem comum, e cada entrada tem sua própria câmara de espalhamento. Detecta normalmente, mas não identifica de qual tubo veio o sinal.

 

Não-scanner: os quatro tubos compartilham uma câmara de nuvem comum, e cada entrada tem sua própria câmara de espalhamento. Detecta normalmente, mas não identifica de qual tubo veio o sinal.

 

Scanner: o ar de cada tubo é direcionado individualmente pela câmara de nuvem, com câmara de espalhamento própria por entrada. Identifica em qual tubo o evento ocorreu.

 

Na prática: em instalação onde os quatro tubos cobrem áreas distintas — quatro salas técnicas, quatro corredores de rack — a versão scanner localiza o evento. Sem ela, a brigada sabe que houve detecção, mas não onde começar a procurar. Em ambiente único e amplo, coberto por múltiplos tubos da mesma área, a diferença deixa de ser relevante.

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Especificações técnicas

Tensão de alimentação — 20 a 28 VDC
Consumo em 24 VDC, 4 tubos, ventilador 100% — scanner: 840 mA em repouso e 940 mA em alarme; não-scanner: 685 mA e 785 mA
Temperatura de operação — 0 a 45 °C
Faixa ensaiada conforme EN 54-20 — 0 a 55 °C
Temperatura do ar amostrado — −20 a 60 °C
Umidade — 10 a 93% UR, sem condensação
Grau de proteção — IP30
Tubos de amostragem — até 4 entradas, diâmetro externo 25 mm
Indicações de alarme — pré-alarme, Fogo 1, Fogo 2 e Fogo 3
Interface — display LCD colorido touch de 7 polegadas
Contato de falha — 30 VDC / 1 A, normalmente fechado
Saídas programáveis — 5 contatos de 30 VDC / 1 A, com 28 opções de programação
Entradas monitoradas — 3, configuráveis para isolar, rearmar, silenciar, dia/noite, falha de bateria e falha de rede
Integração com câmeras — até 6 câmeras IP especificadas pela Protec
Registro de eventos — 24.000 eventos em FIFO, com cerca de 30 dias de histórico gráfico
Sensibilidade programável — 7 dias, com 2 faixas horárias por dia
Faixa de detecção incipiente — 0,002 a 1,0 μm, de 10 mil a 10 milhões de partículas por cm³
Faixa de detecção óptica — 0,01% a 20% obs/m
Monitoramento de fluxo — falha por fluxo alto e fluxo baixo
Peso — 3,5 kg
Dimensões — 380 mm de altura por 250 de largura por 137 de profundidade
Ensaios e aprovações — EN 54-17, EN 54-20, AS 7240-20, UKCA e CE

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O dimensionamento da rede de tubos é feito com a ferramenta ProFlow, que valida comprimento, quantidade de orifícios e tempo de transporte conforme a classe de sensibilidade adotada no projeto.

Onde o Cirrus HYBRID é aplicado

A norma EN 54-20 classifica detectores por aspiração em três classes de sensibilidade. A classe correta depende do risco e do tempo de resposta que a aplicação exige.

Classe A — sensibilidade muito alta

Data centers, salas de computadores, salas limpas, salas de controle, salas de válvulas, arquivos e áreas de processamento de dados. São ambientes em que o dano de um incêndio incipiente já é grave antes de haver fumaça visível, e em que a interrupção da operação custa mais que o próprio equipamento. Para esses casos vale avaliar a proteção combinada com sistema water mist de alta pressão, que suprime o incêndio sem o volume de água de um chuveiro automático convencional.

Classe B — sensibilidade elevada

Edifícios históricos, museus, hospitais, aeroportos, teatros, galerias de arte, átrios, ginásios cobertos, armazéns em geral e painéis elétricos e de controle. Ambientes com valor insubstituível, grande circulação de pessoas ou dificuldade de evacuação.

Classe C — sensibilidade normal e ambientes severos

Câmaras frias, processamento de alimentos, instalações de produção específicas, terminais de transporte, shafts e espaços inacessíveis e armazenagem geral. Ambientes onde poeira, vapor ou variação térmica inviabilizam detector convencional.

Conformidade com a ABNT NBR 17240

A ABNT NBR 17240 estabelece os requisitos mínimos de desempenho que um sistema de detecção e alarme de incêndio precisa atender no Brasil. A norma não restringe qual esquema de certificação deve atestar esse atendimento — o que ela exige é que o equipamento cumpra as condições técnicas nela previstas.

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O Cirrus HYBRID é ensaiado e aprovado conforme EN 54-17 e EN 54-20, as normas europeias de detecção por aspiração, além de AS 7240-20. Os ensaios cobrem sensibilidade, tempo de resposta, imunidade a interferência e comportamento em falha.

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Manutenção exigida pela norma

A NBR 17240 define periodicidade máxima de três meses para a manutenção do sistema. A cada três meses devem ser feitos ensaios funcionais em 100% dos acionadores manuais, avisadores, comandos e painéis repetidores. Detectores são testados por amostragem, com no mínimo 25% a cada três meses, de forma que 100% sejam verificados no período de um ano.

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A responsabilidade pela manutenção é do usuário final da edificação, não do instalador. Esse ponto costuma ser descoberto tarde, na vistoria — vale considerá-lo já na fase de projeto, junto com a documentação de AVCB e regularização.

 

Perguntas frequentes

 

Qual a diferença entre detector por aspiração e detector de teto convencional?

O detector convencional espera que a fumaça chegue até ele por convecção. O detector por aspiração traz o ar até si por uma rede de tubos com orifícios calibrados, analisando amostras continuamente. Em ambiente com pé-direito alto, fluxo de ar forçado ou grande volume, a fumaça se dilui antes de atingir o teto — e o convencional atua tarde ou não atua.

O Cirrus HYBRID substitui o sistema de alarme existente?

Não. Ele é o elemento de detecção e opera integrado à central de alarme, por contatos programáveis ou por laço endereçável. O sistema de alarme e a lógica de evacuação permanecem.

Quantos tubos uma unidade atende?

Até quatro. A quantidade de orifícios por tubo depende da classe de sensibilidade: na Classe A são até 11 por tubo, na Classe B até 22 e na Classe C até 44, sempre validados pelo ProFlow no projeto.

Como o equipamento reduz falso alarme?

Porque exige coerência entre dois princípios físicos independentes. Poeira em suspensão afeta a leitura óptica, mas não produz a assinatura de partículas da câmara de nuvem. Detectores de tecnologia única não têm esse segundo critério de confirmação.

É possível ajustar a sensibilidade por horário?

Sim. São sete dias programáveis, com duas faixas horárias por dia. É recurso útil em ambiente com operação diurna intensa e madrugada silenciosa — regime noturno mais sensível, diurno mais tolerante.

Especificação e projeto

A escolha entre scanner e não-scanner, a definição da classe de sensibilidade e o dimensionamento da rede de amostragem dependem do risco, da geometria do ambiente e do regime de ventilação. A Sistêmica realiza o levantamento técnico e o dimensionamento no ProFlow, com memorial de cálculo para aprovação. Solicite uma avaliação técnica sem custo e fale com nosso engenheiro.

 

 

Códigos de produto

HYBRID 1 tubo — 61-986-H1
HYBRID 2 tubos — 61-986-H2
HYBRID 3 tubos — 61-986-H3
HYBRID 4 tubos — 61-986-H4
HYBRID 2 tubos scanner — 61-986-H2S
HYBRID 3 tubos scanner — 61-986-H3S
HYBRID 4 tubos scanner — 61-986-H4S
Versões sem display — sufixo ND, por exemplo 61-986-H4ND

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Detector de incêndio por aspiração Cirrus HYBRID da Protec com quatro tubos
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